LANÇAMENTOS 2024

Tratado do Todo-Mundo

de Édouard Glissant

Neste “Tratado do Todo-Mundo”, o renomado filósofo e poeta martiniquense oferece uma reflexão original sobre a miscigenação global, seguindo uma linha de pensamento que abre janelas esperançosas para a tolerância. A obra em questão é um apelo a um mundo novo, aberto a povos anteriormente marginalizados, que agora se tornam cada vez mais visíveis no cenário global, embora sob a constante ameaça de totalitarismos diversos. Nesta era de miscigenação sem precedentes, a palavra poética de Glissant é um desafio, uma busca pela capacidade da imaginação para intermediar entre as culturas.

Um altar que se coma 

Ensaios da Agrofloresta de Ana Luiza Braga

Em meio ao genocídio e às forças destrutivas que entropizam a complexidade de formas e modos de vida, esta pesquisa procura situar-se em relação aos chamados de ecologias praticadas por povos em luta pela terra no Brasil. As perspectivas que orientam o estudo redistribuem as agências e políticas de habitar em jogo, insubordinadas ao dualismo natureza/cultura que fundamenta as narrativas hegemônicas sobre a atual conjuntura de acelerações e colapsos do capitalismo. Suas composições excedem os contornos e categorizações estruturantes do pensamento humanista, de modo a tornar sensível a constituição colonial da sintomática socioecológica e suas traduções políticas no presente.

Não existe revolução infeliz

Por um comunismo destituinte de Marcello Tarí

Em  Não existe revolução infeliz: por um comunismo destituinte,  Marcello Tarí desafia o  status quo  ao repensar radicalmente a tradição dos movimentos revolucionários em meio à crise civilizacional que assola o mundo contemporâneo. Para isso, o autor revisita momentos cruciais, desde a Revolução de Outubro até os movimentos sociais mais recentes, como a insurreição argentina de 2001 e o Occupy Wall Street, e como eles identifica uma urgência criativa e disruptiva que permeia nossa era.

No espelho do passado

palestras e discursos (1978-1990)

de Ivan Illich 

Durante a década de 1980, Ivan Illich acrescentou outra dimensão ao seu pensamento através do estudo da história medieval. Neste volume, ele pretende demonstrar até que ponto as bases para as instituições que caracterizam o nosso mundo hoje foram lançadas no século XII. Os tópicos centram-se na saúde, habitação, escola, língua e alfabetização, paz e ética.

Antigos Caminhos Queer  

Uma exploração decolonial por Zairong Xiang 

Partindo de uma complexa diversidade cultural, especificidades históricas e escrituras em inglês, espanhol, francês, chinês e nahuatl, a obra de Zairong apresenta um viés muitíssimo original. Se, à primeira vista, o seu ecletismo ex-cêntrico pode soar um pouco enigmático, lendo os seus textos e ouvindo suas palestras, tudo parece fazer sentido, especialmente em um país como o Brasil, onde a promiscuidade cultural tem sido sempre um ponto de partida inevitável. O principal argumento de Zairong é que o colonialismo tem afetado as traduções de culturas não ocidentais antigas, na tentativa de fortalecer os seus próprios paradigmas. - Christine Greiner

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